segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Conheça a trajetória de superação do apresentador Itaitubense Eduardo Brito exibida em relato na sua rede social

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Apresentador Eduardo Brito
Foto: Rede social
Eduardo Brito é um jovem apresentador do programa Interativo exibido todos os sábados na Rede Record de Televisão afiliada em Itaituba-PA.

O apresentador teve sua história revelada e publicada por ele mesmo contando desde o início sua carreira como profissional de rádio e televisão.

O texto é extenso, porém, instiga o leitor a curiosidade em saber todos os detalhes desta superação, a  persistência e a força de vontade de Eduardo em não desanimar frente aos "nãos" que recebeu por diversas vezes, bem como a desvalorização do seu trabalho. 

Hoje a sua história é bem diferente, ele conta que conquistou seu espaço na profissão que escolheu, já conquistou seu primeiro automóvel e está prestes a mudar para sua própria residência.

Leia o texto que já rendeu mais de 150 compartilhamentos e muitas curtidas:

"RESOLVI EXPOR TUDO: Finalmente tomei coragem pra contar tudo o que aconteceu, e dar respostas ao público que até hoje me questiona, a respeito de coisas inexplicáveis que aconteceram em minha carreira, como ir embora 2 vezes no auge do sucesso.
Recebendo o meu carro, e minha casa tá quase pronta, só falta os últimos retoques, resolvi expor tudo, porque essa semana foi uma das melhores e mais emocionantes da minha vida, eu prometi que quando isso acontecesse eu contaria.
MUITA GENTE DE ITAITUBA CONHECEU E FEZ PARTE DESSA CONQUISTA, que começou quando eu era adolescente...
Aos 14 anos de idade eu tinha muita vontade de trabalhar pra conquistar minha independência financeira e um dia ter meu carro e casa própria. LIMPEI BANHEIRO de escritório, andei a cidade inteira no sol fazendo mandados pra ganhar menos de R$100 por mês. Ao mesmo tempo no ensino médio aprendi a fazer montagens de fotos, então comecei a fotografar os alunos do Projeto Alvorada, passei a fazer fotos em escolas públicas do município de Itaituba. Estagiei voluntariamente como operador de VT numa TV, até que um dia meu pai viu que me botavam pra carregar o galão de água nas costas, pelas ruas a pés, e me tirou de lá, porquê precisava de mim pra ser AJUDANTE DE PEDREIRO.
Fui em várias outras emissoras de TV tentar uma vaga, mas sempre era NÃO. Nas rádios eu podia trabalhar com locução, mas eu tinha que pagar, e eu paguei. Eu ajudava meu pai, tirava fotos e o pouco que eu ganhava eu pagava a rádio, em que eu era apresentador apenas aos domingos. Aos 15 anos meu programa de rádio recebia muitas cartinhas, ligações e era sucesso. Fui pra TV, trabalhei de graça por 5 meses, só com a cara e a coragem, mas segurei porquê nesse tempo, muita matéria minha ia pra rede e não exibiam, e eu comecei a questionar os responsáveis pelas emissoras afiliadas, daí tive ajuda de 2 profissionais de Belém, que até hoje tenho o contato, estes jornalistas me davam centenas de dicas e me ensinaram muitas coisas, até que tive 2 matérias exibidas a nível nacional.
Um belo dia, pagando aluguel aos 18 anos, com 5 meses sem receber pagamentos, minha própria irmã mandou me demitir, só porque pedi pelo menos uma parte dos atrasados pra pagar meu aluguel (eu perdoei ela). Em menos de 24h fui indicado para o meu primeiro emprego ganhando 1 salário em uma rádio! Eu já não precisava ser estagiário, já tinha uns 4 anos de experiência tanto na apresentação quanto na operação. Trabalhei sem folga, sem feriados, com salário atrasado, mas não desistia porque nessa nova rádio eu tinha "estágio" na TV, sim estágio entre aspas, porque na verdade a emissora não me contratava como profissional, pois diziam que eu precisava passar pelas "aulas", porém na pratica eu já sabia atuar, e ninguém me ensinava, eles tinham um BESTA pra trabalhar normalmente como os outros, só que de graça.
De manhã TV (de graça), de 1 da tarde ate 10h da noite locutor e operador, por 1 salário que atrasava. Mas o meu sonho de um dia ser reconhecido como um profissional não me deixava desistir, e com muita dedicação e força de vontade consegui espaço e finalmente os diretores viram meu esforço. Ganhei o emprego de jornalista na TV, e sai da rádio. Fiquei 2 meses na rotina de produzir matérias pra 2 telejornais, então finalmente as coisas iriam funcionar em minha carreira, entrei pra faculdade, trabalhava de dia e estudava a noite, uma ordem dos diretores da TV, eu tinha que fazer nível superior, eles pagariam a metade, e a outra seria descontada do meu salário (sem poder dizer não pra não perder o emprego). Fui então designado pra uma missão a mais, além da rotina de repórter jornalístico, fiquei responsável por cobrir todos os eventos culturais e de entretenimento em geral do município e região e fazer um programa semanal, com estes conteúdos citados.
Deixei de ter vida fora do trabalho e da faculdade. Eu tinha que me dividir entre 2 jornais, um programa de entretenimento o qual era de minha inteira responsabilidade, sem FIM DE SEMANA, sem feriados, sem tempo pra mais nada, porquê além de estudar a noite, ainda tinham os trabalhos acadêmicos. Quase fiquei louco, tinha vezes que eu saia da faculdade e ainda tinha que voltar pra TV, cansei de ir pra casa 1h, 2h, 3h da manhã. Fui além da dedicação. Sofri bullying no trabalho, tinha um colega que não sabia respeitar um homossexual, outro me chamava de "monte de merda", outro (o suspeito de matar a esposa) sabotava o meu trabalho e me colocava apelidos difamatórios, e tudo isso por pouco mais da metade de 1 salário.
Muita gente me via lindo e FELIZ no ar, mas não imaginam o PREÇO que eu pagava pra manter aquele sonho em pé. Eu adoeci, fiquei com depressão, o nível de estresse era muito alto, mesmo cansado, eu não conseguia dormir, eu não ganhava o suficiente pra viver, porque pagava aluguel e tinha energia e alimentação, não sobrava nada! Resolvi sair fora, e desistir daquilo TUDO, tranquei a faculdade, cumpri aviso prévio e fui embora pro estado do Maranhão. Em Santa Inês - MA, eu descobri o que era VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL.
Fui locutor de uma das melhores rádios do Nordeste, a Mirante FM, Tinha o meu próprio programa diário, que só durava 45 minutos diários, e eu não era detentor de toda a responsabilidade, e sobrava tempo. Recuperei minha vontade de viver, me senti totalmente realizado profissionalmente, com motivo pra sorrir de verdade, sem precisar forçar só por causa da Câmera, e GANHANDO 5 SALÁRIOS a mais que antes.
Um dia meus antigos diretores me chamaram pra voltar, eu não podia jamais aceitar, mas eles foram no sentimento do artista, pois sabiam que meu sonho era ter um programa de auditório. Me ofereceram o programa e o DOBRO do salário, e ainda pediram desculpas por tudo que havia acontecido antes, mas disseram que foi tudo uma experiência, e eu devia a eles por terem me dado oportunidade de apreender. Larguei tudo e voltei pra aceitar a proposta. Chegando em casa, nada aconteceu, fiquei 3 meses desempregado, aguardando "os tios" (apelido dos patrões) me ajeitar pra começar, mas eles nunca podiam reunir comigo porque estavam ocupados, então disseram a mim que se eu quisesse estrear, teria que correr atrás de tudo.
O estúdio disponível para o programa estava cheio de cupim, o teto ameaçava desabar, e não tinha a menor condição de fazer um programa sem cenário e naquelas circunstâncias. SOZINHO, fui atrás de empresas que me ajudassem, em troca de 6 meses de divulgação no programa, com o nome que eu já tinha na cidade, finalmente consegui organizar e recuperar o estúdio, consegui um cenário incrível e finalmente estreei o programa! Com um mês no ar, meu pagamento foi menos de R$1.000. Eu não discuti, fiquei calado, com medo de voltar toda a depressão. Cumpri os 6 meses de programa pra poder honrar o compromisso que fiz com as empresas que investiram naquele projeto e fizeram suas partes. Dia 11 de fevereiro de 2017, encerrou o último contrato de patrocinadores do meu programa, e eu não dei nem tchau pra ninguém, peguei minhas trouxas e sai pela porta da frente! Eu não tinha mais como ficar na cidade, as pessoas perguntavam pelo programa, em qualquer lugar as pessoas me elogiavam, me abraçavam , e diziam que gostavam muito do meu trabalho , e aquilo me deixava feliz e triste, porque o público me prestigiava, as empresas me apoiavam, mas quem me liderava não me respeitava, nem a maioria dos colegas (tinha uma pequena parte que era amável e respeitadora), era como se quisessem o meu fracasso.
Fui embora pra São Paulo, antes que tivesse recaída da depressão. Foi um recomeço complicado, fiquei desempregado, trabalhei em pé o dia inteiro em shopping, pegava 2 ônibus lotados tarde da noite pra voltar pra casa, fui assaltado 3 vezes. Mas consegui me firmar, consegui realizar o sonho de trabalhar na emissora mais feliz do Brasil, aprendi muitas outras coisas. Mesmo estando lá, consegui investir em vendas aqui em Itaituba, mas não conseguia administrar meus negócios de longe, então voltei pra terrinha, lá não era o meu lugar, apesar de ter chegado em uma emissora de prestígio, meu lugar não era atrás das câmeras.
De volta a Itaituba tive que me readaptar, abri minha micro empresa, faço vendas através de uma lojinha VIRTUAL, e a TV Itaituba - Record HD TV me abriu as portas e as janelas para fazer o meu trabalho como apresentador de TV. Hoje me sinto realizado, tenho a maior página monetizada (paga por visualizações em vídeos com anúncios), com mais 300 mil seguidores, sou apoiados pelas melhores empresas de Itaituba e ainda tenho uma clientela maravilhosa que compra meus produtos. E acreditem, eu sou muito grato, principalmente àqueles que me pisotearam, e que me forçaram a chegar no meu limite. Se não fosse todo aquele temporal eu não teria aprendido a ser forte e chegar até aqui, pronto pra dizer que não tenho mágoa de ninguém e dou Glória a Deus por tudo que vem acontecendo de bom na minha vida!
São 11 anos de profissão. Esta semana estive na minha futura casa própria que está prestes a ficar pronta, falta pintar e uns pequenos ajustes, recebi o meu carro, e dedico essa Vitória a todos os meus espectadores e clientes por acreditarem em mim, e ao Daniel Uliana que me deu todo o apoio neste recomeço na Cidade de Itaituba."

Eduardo recebendo seu primeiro carro
Foto: Rede social
Texto tirado da página do apresentador.
Pimenta Nativa
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AboutGecinaldo Sousa

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