quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Colesterol alto: um inimigo do coração

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Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia no mundo, pessoas com problemas cardiovasculares passaram a integrar o grupo de risco da Covid-19. O colesterol alto, por exemplo, é uma das principais causas de doenças como o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostra que mais de 18 milhões de brasileiros podem ter algum problema no coração devido ao colesterol alto. A SBC informa ainda que esse número pode ser maior, já que muitos não sabem o nível do colesterol no corpo, em torno de 67%.


Para David José Oliveira Tozetto, cardiologista no Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, o colesterol é essencial para o organismo, pois ajuda na manutenção das células, além de ser matéria-prima para a produção de vários hormônios. No entanto, o problema é o colesterol ruim, conhecido como LDL, do inglês low density lipoprotein, ou lipoproteína de baixa densidade.


O LDL é considerado o "colesterol ruim", já que o nível elevado permite o acúmulo nas paredes internas das artérias gerando placas de gordura nos vasos sanguíneos, o que dificulta o fluxo de sangue, podendo gerar problemas no coração e até no cérebro.


“Com a chegada da pandemia, hábitos nocivos ao coração e ao sistema cardiovascular ficaram cada vez mais intensos. As pessoas passaram a comer de forma pior, em quantidade maior e fazendo menos atividade física”, alerta o cardiologista.
Dados do Colégio Americano de Cardiologia mostram que 40% das pessoas internadas com Covid-19 possuíam doença cardiovascular. No Brasil, quatro em cada dez brasileiros têm colesterol alto.
Os cuidados com o colesterol são tão importantes que existe uma data nacional para conscientizar a sociedade sobre o tema: 8 de agosto.


*Alimentação X colesterol alto*
Geovana Parra é nutricionista do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB). Ela ressalta que de 70% a 80% do colesterol que precisamos são produzidos naturalmente pelo fígado, mas 20% a 30% vêm dos alimentos que consumimos.


A profissional reforça ainda que, devido ao momento pandêmico, as pessoas passaram menos tempo em supermercados e consumiram mais produtos industrializados, ricos em gordura hidrogenada ou trans, elementos desconhecidos por muitas pessoas, mas prejudicial à saúde.


“A gordura hidrogenada ou trans consiste em óleo vegetal convertido em gordura sólida, usada para dar mais sabor e aumentar a validade dos alimentos. O seu consumo em excesso aumenta a produção do colesterol ruim no corpo", explica.
Para a nutricionista, é possível evitar alguns alimentos prejudiciais à saúde e rico em gordura hidrogenada ou trans, como sorvetes, margarina, salgadinhos, fast food, bolacha recheada, manteiga vegetal, pipoca de micro-ondas, batata frita, banha de porco, chocolate, entre outros industrializados.
Por outro lado, produtos como peixes, frutas, legumes, verduras, óleos de girassol, oliva etc., podem auxiliar no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares.


A prática da boa alimentação é estimulada entre colaboradores e pacientes dos hospitais Metropolitano e o Regional do Sudeste do Pará, unidades que integram a rede pública Governo do Pará, sob gestão da entidade filantrópica Pró-Saúde.
A preocupação com a alimentação saudável e balanceada rendeu aos hospitais o reconhecimento nacional do Programa “Green Kitchen”, que valoriza as boas práticas na adoção de uma alimentação segura, tanto para os colaboradores de cada unidade quanto aos pacientes.


*Prática de exercícios físicos*
Além de proporcionar saúde para o coração e o corpo, a atividade física também colabora no controle do colesterol. Enquanto diminui os níveis de LDL (colesterol ruim) a atividade física ajuda a elevar o HDL (colesterol bom).


O fisioterapeuta, Augusto Duarte, que atua no Hospital Metropolitano, afirma que é possível administrar o tempo e fazer exercícios em casa. “O recomendado é que um adulto faça cinco horas por semana de atividades físicas e dá pra fazer em casa com práticas e soluções simples”, ressalta.
O profissional listou alguns exercícios, mas recomenda acompanhamento médico periodicamente para exames e outras recomendações.


Exercícios que podem ser feitos em casa:
• Polichinelo;
• Agachamento;
• Prancha com toque nas pernas;
• Abdominal grupado;
• Flexão de braços com peito no chão;
• Pular corda.

 Fonte: HRSP

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